Led Zeppelin – Stairway to Heaven

… pensar o mundo em transformação, demanda viver a arte, a música e o rock ‘n roll

Published in: on 24 de março de 2010 at 22:29  Deixe um comentário  

… nada melhor para inaugurar outra plataforma do que…

… pensar em estimular-se e estimular outros a pensarem que é possível…

Para assistir no idioma português, habilite = transcrever audio e traduzir legenda na barra de ferramentas do vídeo CC.

http://www.ted.com/

Olá visitante!!!

Bem vindo WordPress.com. Importei as postagens para reiniciar o imagenseducadoras em outra plataforma.

Published in: on 22 de março de 2010 at 12:13  Deixe um comentário  

… denunciando o mundo com Galeano…

Um convite ao vôo

por Eduardo Galeano
 

Milênio vai, milênio vem, a ocasião é propícia para que os oradores de inflamado verbo discursem sobre os destinos da humanidade e para que os porta vozes da ira de Deus anunciem o fim do mundo e o aniquilamento geral, enquanto o tempo, de boca fechada, continua sua caminhada ao longo da eternidade e do mistério.
Verdade seja dita, não há quem resista: numa data assim, por arbitrária que seja, qualquer um sente a tentação de perguntar-se como será o tempo que será. E vá-se lá saber como será. Temos uma única certeza: no século 21, se ainda estivermos aqui, todos nós seremos gente do século passado e , pior ainda, do milênio passado.
Embora não possamos adivinhar o tempo que será, temos, sim, o direito de imaginar o que queremos que seja. Em 1948 e em 1976, as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos, mas a imensa maioria da humanidade só tem o direito de ver, ouvir e calar. Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar? Que tal delirarmos um pouquinho? Vamos fixar o olhar num ponto além da infâmia para adivinhar outro mundo possível:
o ar estará livre de todo o veneno que não vier dos medos humanos e das paixões humanas; nas ruas os automóveis serão esmagados pelos cães; as pessoas não serão dirigidas pelos automóveis, nem programadas pelo computador; nem compradas pelo supermercado, nem olhadas pelo televisor; o televisor deixará de ser o membro mais importante da família e será tratado como o ferro de passar e a máquina de lavar roupa;
as pessoas trabalharão para viver, em vez de viver para trabalhar; será incorporado aos códigos penais o delito da estupidez, cometido por aqueles que vivem para ter e para ganhar, em vez de viver apenas por viver, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca;
em nenhum país serão presos os jovens que se negarem a prestar serviço militar, mas irão para a cadeia os que desejarem prestá-lo; os economistas não chamarão nível de vida de nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida a quantidade de coisas;
os cozinheiros não acreditarão que as lagostas gostam de serem fervidas vivas; os historiadores não acreditarão que os países gostam de ser invadidos; os políticos não acreditarão que os pobres gostam de comer promessas;
ninguém acreditará que a solenidade é uma virtude e ninguém levará a sério aquele que não for capaz de deixar de ser sério; a morte e o dinheiro perderão seus mágicos poderes e nem por falecimento ou fortuna o canalha será transformado em virtuoso cavaleiro; ninguém será considerado herói ou pascácio por fazer o que acha justo em lugar de fazer o que mais lhe convém;
o mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza, e a indústria militar não terá outro remédio senão declarar-se em falência; a comida não será uma mercadoria e nem a informação um negócio, por que a comida e a informação são direitos humanos; ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão;
os meninos de rua não serão tratados como lixo, porque não haverá meninos de rua; os meninos ricos não serão tratados como se fossem dinheiro, porque não haverá meninos ricos; a educação não será privilégio de quem possa pagá-la; a polícia não será o terror de quem não possa pagá-la; a justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viverem separadas, tornarão a unir-se, bem juntinhas, ombro contra ombro;
uma mulher, negra, será presidente do Brasil, e outra mulher, negra, será presidente dos Estados Unidos da América; e uma mulher índia governará a Guatemala e outra o Peru; na Argentina, as loucas da Praça de Mayo serão um exemplo de saúde mental, porque se negaram a esquecer dos tempos da amnésia obrigatória;
a Santa Madre Igreja corrigirá os erros das tábuas de Moisés e o sexto mandamento ordenará que se festeje o corpo; a Igreja também ditará outro mandamento, do qual Deus se esqueceu: “Amarás a natureza, da qual fazes parte”; serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma; os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles são os que se desesperam de tanto esperar e os que se perdem de tanto procurar;
seremos compatriotas e contemporâneos de todos que tenham aspiração de justiça e aspiração de beleza, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem que importem nem um pouco as fronteiras do mapa ou do tempo;
a perfeição continuará sendo um aborrecido privilégio dos deuses; mas, neste mundo confuso e fastidioso, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro.

Eduardo Galeano. “Galeano De Pernas Pro Ar”. Ed. LPM

Published in: on 20 de março de 2010 at 1:46  Deixe um comentário  

… os neoliberais insistem, até com teorias mentirosas…

Milton Friedman não salvou o Chile 
Bret Stephens, colunista do Wall Street Journal, disse a seus leitores que o espírito de Milton Friedman sobrevoava o Chile como um protetor. Segundo Stephens, as medidas radicais pró-livre mercado prescritas ao ditador chileno Augusto Pinochet por Milton Friedman e seus infames “Chicago Boys” constituem a razão pela qual o Chile é uma nação próspera que dispõe “de códigos de edificação que figuram entre os mais rigorosos do mundo”. Não é verdade. O código moderno de edificação sísmica no Chile, redigido para resistir a terremotos, foi adotado em 1972, durante o governo Allende. O artigo é de Naomi Klein. (*).
 (…)
(*) Naomi Klein é escritora.

Tradução: Katarina Peixoto

Published in: on 20 de março de 2010 at 1:44  Deixe um comentário  

… o fórum também precisa de avaliação…

Seminário na UnB debate 10 anos do Fórum Social Mundial
Seminário “Dez Anos do Fórum Social Mundial: diferentes olhares” será realizado no dia 26 de março na Universidade de Brasília (UnB). O evento é fruto de dois anos de pesquisa sobre o Fórum Social Mundial, que envolveu estudantes de graduação e pós-graduação em ciência política. O objetivo é promover o debate sobre o tema a partir da apresentação dos resultados da pesquisa.
Os debates serão realizados no auditório Joaquim Nabuco, Prédio da FA (próximo ao posto de gasolina) Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, Universidade de Brasília. (Mais informações pelo telefone 3307-2866)
PROGRAMAÇÃO
Published in: on 20 de março de 2010 at 1:32  Deixe um comentário  

Quando o Fascismo Estraga o Futebol….. ISSO MESMO!!!!

Manifestações fascistas ganham cada vez mais adeptos no universo do futebol europeu e assustam muita gente que achava que este passado fora enterrado após a Segunda Guerra Mundial





No dia 15 de março de 2010, em rodada válida pelo campeonato italiano de futebol, o jogador argentino Mauri Zárate, do Lazio, causou polêmica ao saudar a torcida de sua equipe com um gesto fascista, realizado com o braço direito enquanto os times se aqueciam em campo. O jogador, que não pôde entrar em campo por ofender um árbitro, assistiu o jogo nas arquibancadas, próximo aos “ultras”, torcedores de extremistas do Lazio. O incidente, porém, não figura como um caso isolado. Nos últimos anos, a relação entre partidos políticos de extrema-direita, grupos neonazistas e futebol vem se tornando cada vez mais estreita em vários países do velho continente, fazendo soar um preocupante alerta.

Recentemente, o próprio Lazio já protagonizara cena semelhante. Em 2005, também pelo campeonato italiano, o atacante Paolo Di Canio (foto), hoje aposentado, fora suspenso por fazer a mesma saudação fascista durante um jogo. Na época, o clube italiano (pelo qual torcia Benito Mussolini), fora multado porque seus torcedores “Ultras” haviam exibido símbolos fascistas e cantado músicas antissemitas nas arquibancadas. E os casos multiplicam-se por toda a Europa. Em 2006, autoridades austríacas denunciaram os torcedores do Branau por publicarem na internet foto na qual fazem saudação nazista. No mesmo ano, torcedores do Paris Sanit-German, da França, foram punidos por exibirem símbolos neonazistas em um jogo. Já em 2008, um árbitro relatou na súmula torcida do Betis de promover manifestações de apologia ao nazismo em jogo válido pelo Campeonato Espanhol. Somados aos casos crescentes de racismo no esporte, a FIFA, nos últimos dois anos, vem intensificando campanhas contra o problema. (Veja um histórico de notícias envolvendo fascismo e futebol clicando aqui)

O recente fenômeno levou um jornalista espanhol, de pseudônimo Antonio Salas, a publicar o livro “Diário de um Skinhead – Um infiltrado no movimento neonazista”, publicado no Brasil pela Editora Planeta, em 2006. No livro, Salas conta como conseguiu se infiltrar durante quase um ano no movimento neonazista skinhead.

Segundo o autor, os líderes neonazistas da Europa arrebanham jovens envolvendo-se com aquilo que eles mais gostam, como a música e o futebol. Passando-se por um skinhead, Salas foi a vários jogos de futebol do Campeonato Espanhol com a torcida “Ultrassur”, do Real Madrid, torcida do tipo “Ultra”, de orientação neonazista. Nos estádios, esses torcedores entoam músicas como “seis milhões de judeus na câmera de gás, seis milhões a mais…” (em alusão ao número de judeus mortos no Holocausto) e promovem episódios de violência contra estrangeiros que vão aos jogos. Um desses episódios é relatado por Salas. Dois irmãos navarreses foram espancados diante dele próximo ao Estádio do Real , o Santiago Bernabeu, em Madri, por um grupo de torcedores da Ultrassur.

A Ultrassur possui ligações diretas e indiretas com partidos políticos europeus de extrema-direita e até mesmo com algumas diretorias do Real Madrid, que já permitiram que faixas e outros objetos da torcida fossem guardados dentro do próprio estádio. No livro, Salas mostra que há cumplicidade até mesmo com os jogadores. Há fotos que mostram o ex-jogador do Real, o português Figo exibindo bandeiras e flâmulas da Ultrassur, bem como o atacante espanhol Raúl, venerado por suas atuações pelo Real e também pela seleção Espanhola.

Sabendo da importância desta discussão para os historiadores e demais leitores do Café História, preparamos algumas outras sugestões sobre o tema, na internet. Você pode assistir a um vídeo, feito em 2008 nas imediações do Estádio do Real Madrid, que mostra a torcida Ultrassur se manifestando (http://www.youtube.com/watch?v=eoo3y9GtAhY) ou ainda visitar o site dos “ultras” do Real Madrid: http://www.ultras-sur.es. Por fim, indicamos duas leituras: o artigo “Racismo no Futebol, trabalho de Adriano Lopes e Bruna Vieira da PUC-RJ” (http://www.dad.puc-rio.br/dad07/arquivos_downloads/49.pdf) e o livro “Diário de um Skinhead”, anteriormente citado neste post.

(http://www.editoraplaneta.com.br/descripcion_libro/2903)

No mais, o Café História posiciona-se contra o fascismo, o nazismo e toda e qualquer renovação destas idéias e paradigmas, bem como toda forma de preconceito e racismo, no futebol ou cultura. Posicione-se você também. Diga não ao racismo, ao preconceito e celebre o futebol da maneira que ele merece: com paz e respeito, dentro e fora dos estádios.

http://cafehistoria.ning.com/

Published in: on 18 de março de 2010 at 22:30  Deixe um comentário  

… espaço pra falar de gente muito bacana …

Entre os dias 12 e 18 de abril, Carlinhos Veiga e banda estarão na cidade histórica goiana de Pirenópolis gravando seu primeiro DVD. Será um registro do trabalho que o grupo tem realizado nos últimos anos em eventos culturais pelo Brasil e exterior. No repertório canções dos seis CDs gravados e algumas canções novas.
As gravações acontecerão durante toda a semana mesclando cenas externas, nas ruas da cidade e em fazendas da região, com os shows programados para os dias 16 e 17, sexta e sábado, abertos ao público. Estes shows acontecerão no Cine Pireneus, construído em 1919.
Pirenópolis foi fundada em 1727, na época do ciclo do ouro em Goiás. Por vários anos caminhou na vanguarda da arte no estado. No século 19, quando ainda se chamava Meia Ponte, destacou-se como berço da música goiana por meio de vários maestros que ali residiam. Foi nessa cidade também que surgiu o primeiro jornal do estado, chamado Matutina Meiapontense. Nesse contexto de efervescência cultural nasceu o artesão de obras-primas sacras Veiga Valle, o mais renomado artista da região. Em 1899 foi construído o Theatro de Pirenópolis e em 1919 o Theatro Pireneus, que em 1936, com a chegada do cinema à região, passou a se chamar Cine Pireneus, local que receberá os shows do DVD.
Duas festas folclóricas principais marcam a cidade: as Cavalhadas, que remontam a guerra entre os mouros e cristãos, e a Festa do Divino. A sua programação cultural é intensa, recheada de eventos literários, musicais nos diversos estilos (instrumentais, populares e eruditos), exposições de artes plásticas e esculturas, além de variadas expressões de artesanato. No ano de 1997 o centro histórico foi totalmente revitalizado, recuperadas as igrejas, os prédios principais e a antiga ponte de madeira do Rio das Almas. Pirenópolis é uma cidadezinha linda e aconchegante. Certamente não haveria melhor cenário para esse DVD.
A Toca de Barro Filmes, dos paulistas Davi Julião e Jader Gudin – criadores do Plataforma, está responsável pela produção do vídeo. O Estúdio Zero Db, de Goiânia, cuidará da captação, mixagem, edição e masterização do áudio. Somando tudo isso à música de Carinhos Veiga e ao cenário esplendoroso de Pirenópolis, pode-se esperar um bom trabalho.

Fonte: http://www.ultimato.com.br/blog/

Published in: on 17 de março de 2010 at 1:21  Deixe um comentário  

… eu vou, e você?

“Utopia e barbárie” chega aos cinemas em abril
Documentário de Silvio Tendler reconstrói o mundo a partir da II Guerra Mundial. O filme, que percorreu 15 países, faz uma revisão nos eventos políticos e econômicos, que desde a metade do século XX elevaram ao risco e até ao desaparecimento dos sonhos de igualdade, de justiça e harmonia, em busca de entender as questões que mobilizam esses dias tumultuados: a utopia e a barbárie. Ao longo de quase duas décadas de trabalho, Silvio Tendler fez uma minuciosa pesquisa e reconstruiu parte da história mundial, através do olhar de diferentes personagens.
No dia 23 de abril, chega aos cinemas de todo o país o filme “Utopia e Barbárie”, mais novo trabalho do cineasta Silvio Tendler, que se debruçou nos últimos 20 anos sobre o projeto. Partindo da II Guerra Mundial, o filme faz uma revisão nos eventos políticos e econômicos, que desde a metade do século XX elevaram ao risco e até ao desaparecimento dos sonhos de igualdade, de justiça e harmonia, em busca de entender as questões que mobilizam esses dias tumultuados: a utopia e a barbárie.
“Utopia e Barbárie” é um road movie histórico que percorreu ao todo 15 países: França, Itália, Espanha, Canadá, EUA, Cuba, Vietnã, Israel, Palestina, Argentina, Chile, México, Uruguai, Venezuela e Brasil. Em cada um desses lugares, Tendler documentou os protagonistas e testemunhas da história, os apresentando de forma apartidária, mas sem deixar de trazer um pouco do olhar do cineasta, que completa 60 anos em 12 de março de 2010.
Nas telas, Silvio Tendler trafega por alguns dos episódios mais polêmicos dos últimos séculos, como as bombas de Hiroshima e Nagasaki, o Holocausto, a Revolução de Outubro, o ano de 1968 no mundo (Brasil, França, Chile, Argentina, Uruguai, dentre outros), a Operação Condor, a queda do Muro de Berlim e a explosão do neoliberalismo mais canibal que a História já conheceu.
O cineasta foi à procura dos sonhos que balizaram o século XX e inauguram o século XXI. Ao longo de quase duas décadas de trabalho, Silvio Tendler fez uma minuciosa pesquisa e reconstruiu parte da história mundial, através do olhar de personagens com abordagens e trajetórias distintas, que ajudaram a compor um rico painel de nossa época. O diretor entrevistou inúmeros intelectuais, como filósofos, teatrólogos, cineastas, escritores, jornalistas, militantes, historiadores, economistas, além de testemunhas e vítimas desses episódios históricos.
Os dramaturgos Amir Haddad, Augusto Boal e Zé Celso Martinez, a economista Dilma Rousseff, o escritor e jornalista Eduardo Galeano, o poeta Ferreira Gullar e o jornalista Franklin Martins foram alguns dos nomes que concederam ao filme emocionantes depoimentos. Diversas vítimas, testemunhas e sobreviventes também narraram suas trajetórias, como a argentina Macarena Gelman e a brasileira nascida em Havana, Naisandy Barret, ambas filhas de desaparecidos políticos, além do estrategista do exército vietnamita, General Giap.
Cineastas de vários países também contribuíram com suas visões, como Denys Arcand (Canadá), Amos Gitai (Israel), Gillo Pontecorvo (Itália), Fernando Solanas (Argentina), Hugo Arévalo (Chile), Marceline Loridan (França), Mohamed Alatar (Palestina), Shin Pei (Japão), além dos cineastas brasileiros Cacá Diegues, Sérgio Santeiro e Marlene França.
Orçado em R$ 1 milhão, o longa-metragem conta com a narração de Letícia Spiller, Chico Diaz e Amir Haddad. A trilha sonora, especialmente composta para o filme, é assinada por Caíque Botkay, BNegão, Marcelo Yuka e pelo grupo Cabruêra.
Sobre o diretor
Silvio Tendler é diretor de O Mundo Mágico dos Trapalhões, que fez um milhão e oitocentos mil espectadores; Jango, fez um milhão e Os Anos JK, oitocentos mil espectadores. Seu último longa-metragem, Encontro com Milton Santos, ficou entre os dez documentários mais vistos de 2007. Com seus filmes Silvio ganhou quatro Margaridas de Prata (prêmio dado pela CNBB), seis kikitos (Festival de Gramado) e dois candangos (Festival de Brasília).
 
Fonte: www.cartamaior.com.br
Published in: on 16 de março de 2010 at 7:32  Deixe um comentário  

… apesar de Wall Street, México e a Grécia sinalizarem o caos…

A falácia da composição e o paradoxo do arrocho fiscal na política econômica
A Letônia mostra toda a miséria que a instituição de restrições politicamente auto-impostas traz para a ação pública. O governo letão abandonou os instrumentos de política pública que poderiam melhorar a vida dos seus cidadãos. Os líderes políticos ataram seus pés e mãos, a fim de que os mercados pudessem conseguir seus milagrosos ajustes espontâneos. Fixaram seu tipo de câmbio, estão cortando furiosamente seu gasto público e a economia segue se deteriorando. Algo parecido está ocorrendo na Grécia. Estes países estão experimentando o que a Argentina descobriu na crise de 2001-2002: o paradoxo do arrocho público. O artigo é de Marshall Auerback e Rob Parenteau.

Se vocês querem ver realmente as consequências reais da teoria econômica dura, da teoria econômica, esqueçam a Grécia e dirijam o olhar para a Letônia. A queda de 25,5% do seu PIB nos últimos dois anos – só no último ano, de 20% – já é o pior registro bianual da história. O país há pouco mostrou uma queda de 12% nos salários anuais no quarto semestre de 2009 em em relação ao mesmo período de 2008. O FMI prevê outros 4% de queda para este ano e prognostica que a perda total do PIB, do ponto máximo até o fundo do poço chegará a 30%. Para situar tudo isso num contexto mais amplo, a magnitude dessa perda de produto na Letônia é superior à registrada nos EUA na crise de 1929-30, na Grande Depressão.

A teoria econômica acadêmica dominante insiste que o caminho para o pleno emprego passa por salários mais baixos. Se se quer vender mais produtos do trabalho, reparta-se o seu preço, quer dizer, os salários. Trata-se de um argumento que incorre na clássica falácia de composição [tomar a parte pelo todo]. O que pode valer para uma empresa não é provável que valha para todas. Os cortes salariais repercutem no consumo, resultando simplesmente na destruição da capacidade agregada de gasto, a menos que a demanda evaporada se reconstitua por outras vias. Para ler o artigo na íntegra clique aqui

Marshall Auerback, é analista econômico e membro conselheiro do Instituto Franklin e Eleanor Roosevelt, onde colabora com o projeto de política alternativa new deal 2.0 (www.newdeal20.org). Rob Parenteau é o proprietário do MacroStrategy Edge. Editor do Richebacher Letter, é pesquisador do Levy Economics Institute. 
Published in: on 16 de março de 2010 at 7:24  Deixe um comentário